Praça dos Cachorros limpa, aguardando a restauração.
Foto de Leonilde Bonanni

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

As dificuldades atuais dos ambulantes são, infelizmente, reais e verdadeiras



Meu caro João Carlos Gonçalves Bruno, legítimo líder dos ambulantes de Livramento, sua reclamação está com endereço errado (ver fac-símile acima, retirado do Facebook, e endereçado ao Federico Bonani).

Não é ao nosso movimento de restauração da Praça do Cachorros que você deve se dirigir. Sua reclamação – pertinente e verdadeira - deve ser endereçada ao chefe do Poder Executivo de Livramento, ao senhor prefeito Wainer Machado. Nós não somos o seu adversário, nós somos seu aliado.

Aqui neste blog, você pode pesquisar, foram várias vezes que defendemos a melhoria das condições de trabalho dos ambulantes de Livramento.

Lutamos pela restauração da Praça dos Cachorros, isso implica em deslocamento dos ambulantes para outra área do perímetro urbano, dentro da ordem e da legalidade.

Essa ação só pode ser realizada pela autoridade pública municipal, que tem poder e recursos orçamentários para viabilizar as demandas da sociedade.

Sabemos que a situação de trabalho dos ambulantes é muito difícil e até penosa, no presente momento. Por esse motivo, sugerimos que vocês pressionem o Prefeito Municipal e a Câmara de Vereadores de Livramento para que sejam ágeis e determinados na solução das dificuldades do comércio ambulante da cidade, no sentido da viabilização de um centro popular de compras, onde vocês possam trabalhar com salubridade e dignidade.

Saudações e Boa Sorte!        

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Santanenses ilustres se encolheram



O santanense Paixão Flores foi convidado pelo nosso Movimento a dar um depoimento sobre a necessidade de limpeza e restauração da Praça dos Cachorros e do Parque Internacional. Esperamos várias semanas, mas o protótipo de gaúcho falhou conosco. Pode ser que não ache importante recuperar o espaço público para a cidadania santanense e riverense.

Já se vê que prefere participar de campanhas publicitárias pagas regiamente pelas empresas de telefonia, como a Claro Digital. Por óbvio, conosco não seria remunerado, tratava-se de uma participação cidadão, em favor de sua cidade natal que se desfigura pelo descaso de sucessivas administrações municipais que ficaram alheias à comunidade.

Outro santanense conhecido, e que foi convidado a manifestar a sua posição sobre a Praça dos Cachorros, foi o jornalista Juremir Machado da Silva. Estamos até hoje esperando as suas palavras, algumas linhas, acerca da restauração da linha de fronteira.

A omissão, a renúncia à participação cidadã, a pusilanimidade política são falhas lamentáveis em qualquer pessoa, especialmente se esta for um indivíduo esclarecido, um ilustrado, que teve chance na vida, mas que por algum motivo interno resolve negar a sua contribuição social.

Aliás, os governantes mal-intencionados e negligentes exatamente se desobrigam de suas responsabilidades quando se deparam com cidadãos omissos e encolhidos na sua própria mesquinhez individual e pequeno-burguesa. O encolhimento de muitos é um estímulo aos administradores públicos descumpridores de seus deveres.      

Muitos outros santanenses ilustres foram convidados a participar, não vamos citar mais nomes. Mas, por algum motivo, muito forte ou muito trivial, resolveram renunciar à sua cidadania santanense.

Talvez, no seu gritante silêncio, reconheçam de fato que não a merecem.  

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

E Rivera não vai se mobilizar?



Mesmo aos trancos e barrancos, negaças e embromações (e um rosário de mentiras) da administração Wainer, o processo de desocupação da linha de fronteira está em andamento, pelo lado brasileiro. É de se registrar que não há prazo algum para a prefeitura de Livramento restaurar a Praça dos Cachorros e muito menos o Parque Internacional, este ainda em estaca zero de solução.

Contudo, preocupa-nos é a morosidade do lado uruguaio. Representantes da nossa Comissão de Mobilização estiveram por duas ocasiões na Intendência de Rivera, em ambas as vezes foram recebidos pelos senhor Briz, uma espécie de relações públicas do Intendente Marne Osório (Partido Colorado).

Sempre ouve o compromisso – pelo menos verbal – de livrar a praça e a 33 Orientales da presença do comércio ambulante irregular. Mas até o presente momento os ambulantes continuam operando no mesmo local e de forma completamente ilegal. Nas audiências que tivemos na Intendência, nos foi mostrado o esboço de projeto arquitetônico a ser montado para os ambulantes. Como se vê, tudo isso permanence no papel e na retórica fácil das autoridades municipais uruguaias. De concreto, não temos absolutamente nada.

De outra parte, é necessário que haja uma mobilização mais efetiva e organizada por parte da comunidade riverense. Se nota, que o descaso, a morosidade e o discurso fácil são comuns nesta linha de fronteira, tanto em lado brasileiro, quanto em lado uruguaio. Até aí estamos empatados e solidários na irresponsabilidade do poder público local.

Entretanto, há uma distinção que é preciso registrar: enquanto em Livramento houve a mobilização por parte de um grupo de cidadãos, cidadãs, entidades sociais, promotoria pública e Poder Judiciário, em Rivera, nada disso foi logrado, ao contrário, há uma calmaria que parece imitar a lerdeza do poder público.    
    
É hora, pois, de a comunidade riverense reagir e começar a exigir providências da Intendência local. É preciso lançar um blog, a exemplo que fizemos aqui, divulgar reuniões, mostrar o descaso das autoridades, estampar fotografias que possam constranger os responsáveis, mobilizar o comércio formal no sentido de auxiliar na pressão contra os administradores municipais, chamar os estudantes, conclamar a imprensa e os parlamentares que representam Rivera no poder central de Montevideo.

Este blog, seus ativistas, e colaboradores estão prontos para se juntar solidariamente à luta da comunidade riverense.   

Juntos somos mais. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

As tendas do Wainer estão criando raízes



A fotografia acima foi tirada no domingo passado. Observem que uma das tendas dos ambulantes já está dotada de porta de zinco. Isto significa que estão deixando de ser provisórias para se tornarem permanentes. Estão criando raízes, como se diz.

É assim que se criam as deformidades urbanas, o que era para ser temporário, cria estabilidade. O ambulante que construiu a porta, certamente, está inseguro e tratou de diminuir a sua temeridade com uma porta metálica.

Por enquanto é apenas uma banca que apresenta porta. Mas a tendência é este procedimento virar rotina nas tendas projetadas pela administração Wainer Machado - a grande obra criativa do atual prefeito. 

Como se vê, ainda não tivemos a solução definitiva do problema caótico da linha da fronteira. Nem a Praça dos Cachorros foi restaurada, nem os camelôs estão em local digno e legal.

Wainer Machado está enxugando gelo e continua enrolando a comunidade santanense, cerca a Praça, não faz a restauração e monta tendas precárias em plena via pública. A ilegalidade permanece e o descaso do Poder Executivo aumenta.

Fotografia pescada no portal Filhos de Santana, nosso parceiro no movimento.  

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O silêncio sepulcral dos vereadores santanenses



Como todos sabem este blog é o porta-voz privilegiado, mas não exclusivo, de um movimento em favor da desocupação e restauração completa da Praça dos Cachorros e do Parque Internacional, que há mais de trinta anos enfeiam e tornam caótica a situação na linha de fronteira.

Começamos a nossa mobilização em julho de 2010, durante este período obtivemos a adesão de cerca de oito mil pessoas, através de um abaixo-assinado,  entre santanenses, riverenses, e amigos de Livramento. A repercussão deste trabalho político (mas não partidário) foi longe, saíram matérias e reportagens em inúmeros órgãos da imprensa, no RS e no Uruguai.

Depois de 16 meses de ativismo aqui no blog, mas sobretudo em reuniões com entidades, associações de classe, debates abertos e em programas de rádio, e diálogo permanente com autoridades do Ministério Público, Poder Judiciário e mesmo com setores profissionais da Prefeitura Municipal de Livramento e de Rivera, podemos afirmar que convergimos com o conjunto da comunidade santanense e riverense. Fomos bem recebidos e acolhidos em todos esses âmbitos e instâncias de autoridade, entretanto, chama a atenção é o silêncio da Câmara Municipal de Vereadores de Livramento. Um silêncio de cemitério.

Nesta, que deveria ser a casa viva e ativa do povo santanense, tivemos apenas silêncio e nada mais. Salta aos olhos a omissão dos vereadores – de todos os partidos – quanto aos interesses legítimos da nossa comunidade, parece que não há o menor interesse para a solução definitiva de um problema de três décadas, bem como a destinação de um local de trabalho digno para os vendedores ambulantes de Livramento, vítimas que foram de antigas políticas macroeconômicas que desempregavam e excluiam os trabalhadores do mercado formal de trabalho.

Ano que vem temos eleições municipais, muitos destes vereadores irão se apresentar à comunidade como candidatos à reeleição, outros, se apresentarão como candidatos ao Executivo.

Por isso, prezado eleitor, prezada eleitora, muito cuidado nesta hora.

Observe a vida pregressa do seu futuro escolhido, tanto para a Câmara, quanto para a Prefeitura. Veja se ele ou ela tem tradição de participação política em fatos e eventos de importância para o nosso município.

Observe se ele ou ela foi omisso ou omissa nos grandes debates da cidade. Fique atento se o seu candidato não é um oportunista e espertalhão que na última hora quer passar ou representar aquilo que nunca foi como cidadão ou cidadã de Livramento.

Lembre-se: quem nunca foi cidadão ou cidadã, ou seja, quem nunca participou de lutas e mobilizações em favor de toda a comunidade, não pode merecer o seu voto e a sua confiança.

Pense nisto na hora de votar, ano que vem.    

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Entrevista do urbanista causa preocupação na comunidade santanense



Domingo passado, dia 13 de novembro, no jornal A Plateia, página 5, lemos uma matéria que trazia a palavra de um arquiteto urbanista da associação chamada Ateliê Um. O jornal não informa a que título aquele profissional está trabalhando na pré-restauração da Praça dos Cachorros. Não ficamos sabendo se o arquiteto foi contratado pela Prefeitura Municipal de Livramento, se ele será remunerado, quanto será a sua hipotética remuneração, se está responsável por montar um projeto e por quanto tempo se estenderá seu trabalho. Nada disso se sabe, porque não foi informado pelo jornal.

De qualquer forma, é espantoso o que diz o referido urbanista. Causou-nos grande apreensão as suas palavras, especialmente quando ele afirma que “a restauração deverá levar entre dois e três anos”.
    
É preocupante que uma praça de cerca de dois mil metros quadrados – que, convenhamos, é de reduzida dimensão - possa ficar até três anos sob obras de restauro. Significa afirmar que as obras irão progredir na desabalada velocidade de um palmo por mês.

Outra interrogação que nos deixa pálidos de espanto é a afirmação do senhor urbanista, segunda a qual “o trabalho será longo, de ampla pesquisa e deverá envolver parcelas de Arqueologia”. Ora, ninguém explica, o urbanista não detalhou, e o jornal não perguntou o que significa “envolver parcelas de Arqueologia”.

Será que o urbanista convidado (por quem?) suspeita que a Praça dos Cachorros está assentada sobre um sítio arqueológico de grande valor etnográfico e cultural?

Observem que aí está uma manifestação de grande irresponsabilidade social. O sujeito vai ao jornal, não diz quem o contratou (e o jornal não pergunta), faz afirmações levianas e ligeiras, sem qualquer lastro científico, espalha preocupação na comunidade e a Prefeitura não se preocupa em desmentir ou ratificar o que foi afirmado publicamente em um jornal de grande circulação local.

Com que legitimidade este urbanista faz aquelas afirmações públicas. Quem o autorizou a falar (e tomar decisões que envolvem recursos orçamentários do município) sobre o espaço público de Livramento?

Ou tudo não passa de mera opinião pessoal (e fantasias) de um indivíduo de abnegado espírito público que quer tão-somente ajudar a comunidade santanense de forma gratuita e desinteressada?
       

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O prefeito Wainer só quer beber a limonada



As notícias sobre Livramento, nos últimos dias, dão conta que houve a retirada dos camelôs da Praça dos Cachorros, bem como o cercamento com tapumes deste espaço público desvirtuado de suas funções urbanas por mais de três décadas. Contudo, essas mesmas notícias trazem uma distorção dos acontecimentos que precisam ser recolocados nos termos da verdade factual.  

O prefeito Wainer Machado está contorcendo a realidade em favor de sua administração inoperante e omissa. Por sete longos anos, o prefeito Machado se omitiu da responsabilidade de cumprir a lei quanto à presença de comércio ambulante em local impróprio e junto à linha de fronteira, desafiando assim a legislação municipal – Código de Posturas e Lei do Plano Diretor – e a própria legislação federal que trata das linhas limítrofes internacionais.  

Depois de uma longa campanha cívica iniciada aqui neste modesto blog, em julho de 2010, depois de um ordenamento judicial que obrigou o prefeito Machado a desocupar a praça e realocar os ambulantes, agora este mesmo prefeito vem discursando a retórica do cinismo e do oportunismo. Quer fazer do limão azedo, uma limonada doce e gelada! Dá entrevistas, fala nas rádios e se manifesta como se fora o protagonista número um do processo de legalização e organização do espaço público na linha de fronteira. Não é. Nunca foi.

As mudanças estão se operando porque houve mobilização popular, porque houve pressão social, institucional e política, porque houve a tomada de consciência de autoridades do Ministério Público e do Poder Judiciário. Esta é a verdade factual.

O prefeito Wainer é agente passivo nesta operação, apenas cumpre ordens do Judiciário, nada mais.

Saibam todos que o prefeito Wainer está cumprindo determinação judicial irrecorrível e intransferível, caso contrário poderia sofrer graves sanções e até perder o cargo de chefe do Poder Executivo do município de Livramento. Para piorar a situação, é preciso informar (já que a imprensa local não o faz como deveria) que o município de Livramento é réu em uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público acerca do descaso da Prefeitura para com as irregularidades na linha de fronteira.      
   
O prefeito Wainer está querendo pegar carona numa obra coletiva que não lhe pertence, e ainda assim quer tomar lugar de honra e posar todo pimpão na vitrina dos acontecimentos. Mal conseguindo ocultar a condição de réu, Wainer insiste e teima em fazer proselitismo político-eleitoral, apostando num comportamento espetaculoso e irresponsável.    

Antigamente o nome disso era demagogia, que nos bons dicionários significa “ação ou discurso que simula virtude com objetivos escusos”.