segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Distribuidora AES Sul faz olho branco


A fiação elétrica da rede que abastece de energia a Praça dos Cachorros e o Parque Internacional é calamitosa. Há "gatos" e gambiarras para todo o lado. Há fios desencapados e perigosos em cada cabeça de poste, em cada caixa de distribuição de energia elétrica. Os dois locais públicos estão sob um emaranhado de fiação de energia elétrica sem a menor segurança. Para piorar o caso, tanto o Corpo de Bombeiros quanto a distribuidora privada de energia elétrica, a empresa AES Sul, não demonstram o menor interesse em estabelecer a ordem e a segurança nos locais de grave risco. Ambos são responsáveis solidários no abandono da rede pública de energia. Os bombeiros se recusam a fazer uma perícia no local para posterior interdição do mesmo, por absoluta falta de segurança. Já a empresa AES Sul faz olho branco para as ligações clandestinas (todas flagrantes e visíveis), como se não fosse responsável pela energia que distribui à população santanense.

Tivemos notícia, recentemente, que um cidadão santanense fez uma reclamação junto à AES Sul sobre a calamidade na linha da fronteira. Vocês sabem o que a AES Sul teria lhe respondido? Alegou que não conseguiu identificar precisamente o local apontado pelo denunciante. Ou seja, com essa má-vontade e descaso, deixa claro que está se lixando para a segurança da comunidade santanense, contrariando inclusive o contrato de concessionário de serviços públicos de energia que tem com o Estado do Rio Grande do Sul.

Por isso, continuemos torcendo (alguns já rezam) para que o verão, que promete ser seco e escaldante, não seja favorável a uma fagulha elétrica que inicie um incêndio de grandes proporções na linha da fronteira. De qualquer forma, se o incêndio acontecer - esperamos que não - já saberemos a quem responsabilizar de imediato.

Fac-símile acima mostra o Blog de Segurança da empresa AES Sul. Um blog para inglês ver, como se diz, porque a empresa não segue as suas próprias dicas de segurança, pelo menos na rede que lhe compete zelar e manter livre de riscos à população.

Clique na imagem para aumentá-la.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Bombeiros de Livramento continuam imobilizados





A resposta dos bombeiros de Livramento à Denúncia formal que encaminhamos ainda no mês de outubro é ambígua e não mostra objetividade no tratamento de uma questão emergencial e de evidente risco à comunidade santanense.

Quem passa e visualiza o emaranhado de fios elétricos (muitos desencapados) e enorme quantidade de lixo e material inflamável nas imediações (ver fotos) dos barracos dos camelôs da Praça dos Cachorros verifica na hora o risco que todos corremos. É gritante. Não precisa ser especialista, profissional ou perito em segurança do trabalho para constatar aquilo que estamos alertando (e denunciando de maneira formal) há meses aqui neste blog.

Anexo, vocês podem ler a carta-resposta (aqui) do major do Corpo de Bombeiros de Livramento. A ambiguidade e a indeterminação do militar é uma peça-prova que pode se voltar contra ele próprio, caso aconteça o desastre. Ora ele se isenta de responsabilidade, alegando que o local não possui alvará. Ora garante que a corporação pode sim interditar o local onde se constate efetivo risco iminente de sinistro. Entretanto, ao fim e ao cabo, rigorosamente nenhuma iniciativa foi tomada para exigir o alvará faltante, muito menos a realização de uma perícia detalhada do local para posterior interdição por risco iminente aos cidadãos/cidadãs e ao patrimônio público. Nem exigência de alvará, nem perícia para garantir interdição.

A imobilidade é total. O descaso é preocupante.

A todas essas, o saldo é o seguinte: tudo continua como dantes no quartel do Corpo de Bombeiros, na Praça dos Cachorros, no Parque Internacional, e no medo de cada um nós.

Só nos resta, pois, torcer para que o calor tórrido do verão e o tempo seco não sejam elementos detonadores de um trágico sinistro de fogo no coração da Fronteira da Paz.

Quem sabe rezar, pode já começar.

As fotos (menos a do alto) são de Fabian Ribeiro/blog Filhos de Santana.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Saudades da antiga Praça dos Cachorros


Inúmeras pessoas nos escrevem lamentando a atual situação da Praça dos Cachorros. Lembram que não podem mais usufruir deste espaço, onde as crianças brincavam, os adultos mateavam, enquanto a prosa atualizava todos em meio à amizade e a camaradagem.

Os jovens sequer imaginam como era a praça.

Esta é uma das fotos que comprova nossas saudosas lembranças.

Na foto, os irmãos Cristina e Luiz Walter Ribeiro, tirada em 1967.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Poema de paz


Ao Sul da Paz


Um protesto, um alerta

E um pedido de socorro

Pra que não deixem morrer

Nossa Praça dos Cachorros


Nas tardes mistas de paz

Numa grande integração

Familias ali sentavam

Pra sorver um chimarrão.


Entre bancos, monumentos

Bem na linha divisória

Na junção de duas Pátrias

Pulsava nossa memória.


 Hoje vejo tristemente,

Alias, nem vejo, a memória

Nas estátuas dos cachorros

Quase riscadas da história.


Em nome, por isso peço

De Santana e de Rivera

Para juntos restaurarmos

Estes brasões da Fronteira.

Edilson Villagran

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Camelódromo também pega fogo



Parece que o Corpo de Bombeiros de Livramento desconhece o risco da fatalidade, especialmente porque em nossa cidade não há sequer camelódromo organizado, legalizado, devidamente vistoriado e apto a garantir segurança aos vendedores, consumidores e transeuntes.

Vejam o exemplo do Rio de Janeiro, neste vídeo. Em maio de 2010, houve esse grande incêndio que destruiu completamente o camelódromo do Centro do Rio. Os bombeiros cariocas levaram seis horas para dominar as chamas. Hoje, os vendedores ocupam precariamente a área sinistrada, aguardando que a Prefeitura construa um novo centro popular de compras.

Lá, onde havia um camelódromo construído conforme os padrões de segurança (sem gambiarras), houve um incêndio incontrolável e devastador. Agora, imaginem em Livramento, onde não há camelódromo padrão, onde não há a menor segurança, onde proliferam os "gatos" e gambiarras, onde as autoridades públicas se omitem, onde a distribuidora de energia (AES Sul) nem toma conhecimento dos abusos, e onde os bombeiros não demonstram a menor preocupação com o risco imediato de incêndio.

Por enquanto, repetimos, por enquanto, estamos tendo mais sorte do que juízo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Receita Federal faz apreensão de mercadorias em camelódromo


De Caxias do Sul

A Receita Federal, com o apoio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Brigada Militar, iniciou na manhã de ontem (17) a apreensão de produtos suspeitos de origem ilegal no Camelódromo de Caxias do Sul. A informação é do jornal caxiense Pioneiro, do grupo RBS.

Por volta das 10h30min, o local foi fechado para a chamada Operação Vinhedo. O trecho da Rua Moreira César que passa ao lado do Camelódromo estava interrompido até o meio-dia.

Vinte e três boxes já tiveram mercadorias apreendidas. Elas serão levadas para um depósito e os proprietários terão de apresentar documentos comprovando que possuem origem legal para tê-las de volta. Entre os produtos apreendidos, a maior quantidade é de eletrônicos, de bazar e de informática.

Participam da operação 50 servidores da Receita Federal, 10 policiais federais, 10 policiais rodoviários e 40 policiais do batalhão de operações especiais da Brigada estadual. O transporte dos produtos apreendidos, cerca de 400 caixas de papelão, será feito em dois caminhões da Receita.

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Como se pode ver a Receita Federal está atenta e agindo em outros municípios.

Enquanto isso, em Livramento, o inspetor local da Receita afirmou (conforme entrevista à rádio RCC/FM, no dia 9 de outubro último) o seguinte: "Depois de os camelôs estarem devidamente colocados, depois de terem condições, aí vamos exigir que não vendam mercadorias irregulares".

Será que o inspetor da RF de Livramento sabe mesmo o significado dos vocábulos desídia e prevaricação no serviço público?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O exemplo negativo que vem de Brasília


Um esquema envolvendo dois ex-servidores do Governo do Distrito Federal (GDF) na venda e no repasse irregular de boxes do Shopping Popular culminou na prisão de cinco pessoas na manhã de sexta-feira passada (13/11). As informações são de um jornal diário de Brasília, Correio Braziliense (fac-simile acima).

Entre os presos acusados pela polícia de fazer parte da fraude está o presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes do Shopping Popular (Asshop), Caio Alves Donato. As detenções foram feitas por volta das 6h, durante operação da Polícia Civil batizada de Fafnir II, desencadeada por 54 agentes da 3ª Delegacia (Cruzeiro), da Divisão Especial de Crimes Contra a Administração Pública (Decap) e da Divisão de Operações Especiais (DOE).

No domingo (7), o Correio Braziliense publicou, com exclusividade, reportagem mostrando irregularidades no Shopping Popular, inaugurado há dois anos. Boxes cedidos pelo governo e que deveriam ser utilizados por feirantes sorteados naquela época foram revendidos em bloco. Alguns se transformaram em grandes lojas. Divulgado em um folder de propaganda, o endereço da loja Ecologic Motors denunciava a falta de controle no estabelecimento vizinho à Rodoferroviária. “Transporte ecologicamente correto”, anunciavam os sócios do show-room localizados na Ala B — lojas 67 a 80 — do Shopping Popular. No panfleto, jet-skis e até carrinhos de golfe, típicos produtos de luxo, estavam em oferta. O negócio era bastante lucrativo, uma vez que, pelo projeto original, os feirantes eram isentos de impostos.

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É importante sabermos de informações sobre o que está ocorrendo em outras cidades brasileiras, no assunto que diz respeito à relação vendedores ambulantes/governos. Vejam que a situação acima descrita ocorreu durante o governo de José Roberto Arruda (DEM), ex-governador de Brasília e recentemente preso e afastado por graves denúncias de corrupção ativa e passiva.

Os camelôs de Brasília eram vítimas de uma máfia que comercializava boxes e espaços no Shopping Popular de Compras do Distrito Federal (GDF). Havia envolvimento do próprio presidente da associção dos ambulantes e agentes públicos do GDF. Os boxes individuais eram vendidos em blocos para comerciantes de maior porte, e que se estabeleciam com lojas comerciais de grandes dimensões (e isentos de impostos), desvirtuando assim o local destinado a pequenos "empreendedores individuais".

Chamamos a atenção, pois, para a necessidade de permanente vigilância do poder público e seus agentes em várias esferas. O recado negativo de Brasília é claro: quando o poder público está tomado por agentes corruptos, omissos e/ou irresponsáveis a tendência é a proliferação de pequenas máfias, crime organizado, quadrilhas de aproveitadores, etc. Ou seja, onde o Estado está ausente ou não faz cumprir as leis há como que um estímulo indireto aos bandidos e malfeitores de todo o gênero.

Leia aqui - na íntegra - a matéria do jornal Correio Braziliense, e assista a um vídeo que mostra a prisão dos envolvidos nas fraudes criminosas do Shopping Popular de Brasília.